Blog da professora Elisa sobre arte, artesanato, ensino de arte,comentarios sobre exposições e amigos.
4 de março de 2024
3 de março de 2024
14 de fevereiro de 2024
Grupo de Estudo - Biografias de mulheres artistas - Rejane Cantoni
No dia 6 de fevereiro o professore e mestre Osvaldo Araujo nos apresentou o artista Rejane Cantoni e sua obra.
Dados
sobre a artista:
Rejane
Caetano Augusto Cantoni (São Paulo, São Paulo, 1959). Artista e pesquisadora de
sistemas de informação. Rejane explora a computação e a interação entre homens
e máquinas para discutir diferentes percepções sobre o espaço. Em seus
trabalhos, o público deixa de ser apenas um espectador para se tornar agente de
construção e modificação da sua obra.
Gradua-se em
jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) em 1982.
No fim da década de 1980, inicia sua pesquisa artística sobre arte e
tecnologia, realizando trabalhos em vídeo e teletransmissão digital. Em 1996,
conclui mestrado em estudos superiores de sistemas de informação, na
Universidade de Genebra, Suíça, investigando a obra do pintor, escultor,
designer e coreógrafo alemão Oskar Schlemmer (1888-1943).
No fim dos
anos 1990 e início de 2000, a pesquisa volta-se para sistemas de realidade
virtual, e Rejane atua em parceria com artistas e pesquisadores, como Daniela
Kutschat (1964) e Raquel Kogan
(1955). Em 2001, finaliza doutorado em comunicação e semiótica pela
mesma instituição, com pesquisas sobre computação gráfica e sistemas de
realidade virtual.
Os projetos de
que Rejane Cantoni faz parte desenvolvem ferramentas poéticas de experimentação
multissensorial. Baseiam-se em plataformas de realidade virtual que exploram a
interação homem-máquina, investigando diferentes conceitos de espaço
resultantes desse encontro. Um de seus primeiros e mais longevos projetos nesse
sentido é OP_ERA, realizado em
parceria com Daniela Kutschat. O projeto, iniciado em 1999, compreende pesquisa
e desenvolvimento de protótipos científicos e artísticos de espaço, por meio
das quais homem e máquina estão conectados, e de formas alternativas de
percepção e cognição espacial, por meio da experimentação multissensorial de
modelos conceituais de espaço. Assim, não se trata apenas da realização
material de uma obra em uma exposição.
(Itaú
Cultural – enciclopédia)
31 de janeiro de 2024
Primeiro encontro do grupo de Estudo 2024
Tem intresse em participar? O encontro é gratuito.
8 de janeiro de 2024
RETOMADA DO GRUPO DE ESTUDO EM ARTE - 2024
2 de janeiro de 2024
11 de novembro de 2023
Dandô em Uberaba
Dandô” – Circuito de Música Dércio Marques - Reúne músicos de lugares diferentes do Brasil, e que de forma coletiva e colaborativa promove encontros, trocas e reflexões acerca da música.
A partir de 2023 o Dandô é também um circuito de artes e saberes.
No dia 9 de novembro de 2023 participei com uma experiencia de pintura ao vivo no show musical de Katya Teixeira, recebida pelo músico Marcelo Taynara.
Foi uma experiencia única!
Viva o Dandô!
Dércio Marques presente!
4 de setembro de 2023
Agosto: cultura popular
As culturas locais não vão desaparecer com a
globalização do mercado cultural, porque também é do interesse econômico dos grandes
grupos de comunicação, do turismo e de promotores de eventos midiáticos a venda
de produtos culturais diferenciados. Esse interesse é que faz a
espetacularização das manifestações culturais populares no mundo globalizado.
Não se pode negar a existência de uma cultura global que só é global porque não existe uniformidade cultural. A globalização só tem sentido se existir a diversidade e não a homogeneização cultural. É nesse contexto contemporâneo que as culturas populares, estão sendo reinventadas, num jogo de negociação dialético entre o local e o global. A televisão impulsiona essa outra forma do fazer cultural, mas as astúcias, os consentimentos estão nas intenções mediadas, nos desejos, nos processos de negociação dos constituintes das diferentes escalas geográficas e em tempos variados, em qualquer lugar do mundo globalizado
MUNDO
DO ESPETÁCULO
Estamos
vivendo no mundo em que quase tudo se torna espetáculo.
Vivemos
numa sociedade midiatizada onde as culturas populares são atrativos para o
exibicionismo televisivo, onde quase todos os acontecimentos da vida cotidiana
poderão transformar-se em espetáculos midiáticos, desde um acidente trágico --
mesmo que só envolva pessoas anônimas das quais vai depender a sua
proporcionalidade -- a um casamento, ou funeral de celebridades e, sem dúvida
alguma, das festas populares.
A
sociedade humana no mundo globalizado é inserida nos processos midiáticos. São
momentos de grandes celebrações desde as campanhas eleitorais, competições
desportivas, concentrações religiosas, ritos de passagem (quando envolvem
celebridades) ou acontecimentos que estão fora do ordinário da vida cotidiana e
entre esses acontecimentos estão as festas profanas e religiosas. (Texto de Osvaldo Meira Trigueiro)
ESPETACULARIZAÇÃO
DA CULTURA
As
espetacularizações das culturas populares sempre fizeram e continuarão fazendo
parte dos desejos de brincar das classes populares nos espaços públicos das
ruas.
Hoje em dia a classe média consome mais
os produtos da cultura popular, a exemplo dos artefatos de decoração, nas
festas populares, no consumo de produtos naturais e a crescente preferência por
restaurantes de comidas regionais.
As
empresas que promovem entretenimento e turismo têm suas localizações cada vez
mais abstratas, ou seja, são empresas que já não pertencem a um território.
Mas, os produtores culturais populares locais continuam enraizados no seu chão,
no seu lugar, porém sem perder de vista o mundo de fora, visibilizado pela
mídia.
Produtos folkmidiáticos
As manifestações
populares (festas, danças, culinária, arte, artesanato, etc) já não pertencem
apenas aos seus protagonistas. As culturas tradicionais no mundo globalizado
são também do interesse dos grupos midiáticos, de turismo, de entretenimento,
das empresas de bebidas, de comidas e de tantas outras organizações socais,
culturais e econômicas. Estas
transformam-se em produtos culturais folkmidiáticos (apropriação da
cultura popular pelas mídias).
Identidade Cultural
Nossa identidade
cultural é construída a partir de nossa convivência com o outro. Coisas como
nossa linguagem,
nossa maneira
de agir em uma situação, o que comemos,
como nos vestimos e até mesmo como nos
vemos, estão diretamente ligadas à nossa formação
cultural.
31 de agosto de 2023
Agosto: Cultura Popular
Construir uma arte erudita a partir dos elementos tradicionais da cultura nordestina é o maior legado que deixa Ariano Suassuna e seu movimento armorial.
Em meados dos anos 1950, dedica-se ao Direito sem, contudo, abandonar o teatro. É neste momento que escreve o texto mais popular do teatro brasileiro moderno: O Auto da Compadecida.
Ariano Vilar Suassuna foi um intelectual, escritor, filósofo, teórico da arte, dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, artista plástico, professor, advogado e palestrante brasileiro.
Darcy Ribeiro foi um
antropólogo, historiador, sociólogo, escritor e político brasileiro, filiado ao
Partido Democrático Trabalhista e conhecido por seu foco em relação aos
indígenas e à educação no país. Suas ideias de identidade latino-americana
influenciaram vários estudiosos latino-americanos posteriores
Alceu
Maynard dedicou-se vários anos a pesquisa e a coleta da cultura popular. Produziu
mais de uma centena de documentários cinematográficos, materiais que foram exibidos, com regularidade, por mais de uma década, nas
emissoras de televisão Tupi e Cultura, da cidade de São Paulo.
Alceu
Maynard Araújo nasceu no dia 21 de dezembro de 1913, na cidade de Piracicaba,
no interior do estado de São Paulo. Era ainda muito jovem conheceu Mário de
Andrade e Nicanor Miranda e assim, com um ideal inovador fundam o Clube de
Menores Operários, do Departamento Municipal de Cultura, experiência pioneira
no exercício público da cidadania com a assistência não-paternalista aos filhos
de operários de São Paulo. Na Escola de Sociologia e Política, Alceu Maynard
Araújo iniciou o aprendizado etnográfico e sociológico que o transformaria em
um dos mais importantes especialistas em folclore da história das ciências
sociais no Brasil, com trabalhos reconhecidos pela comunidade acadêmica
internacional.
29 de agosto de 2023
Agosto: Cultura Popular
Professor há quase 40 anos, Antônio Carlos Marques era
jornalista, licenciado em Artes Plásticas e Arte Educação, ministrou cursos,
palestras e oficinas nas áreas de teatro, folclore, cultura popular e história
da Música Popular Brasileira, sendo conhecido no meio cultural de Uberaba, além
de ser referência em cultura afro-brasileira. Marques era presidente da
Fundação Cultural de Uberaba quando faleceu em junho de 2019. A Fundação
Cultural recebe seu nome.
Luís da Câmara Cascudo foi um historiador,
sociólogo, musicólogo, antropólogo, etnógrafo, folclorista, poeta, cronista,
professor, advogado e jornalista brasileiro. Passou toda a sua vida em Natal e
dedicou-se ao estudo da cultura brasileira.
“O melhor do Brasil é o
brasileiro” – o autor desta frase foi um escritor que dedicou sua vida e
extensa obra a conhecer intimamente o povo de nossa terra, e ajudá-lo a
conhecer sua alma: Luís da Câmara Cascudo
Carlos R. Brandão era
mestre em antropologia social pela UnB, doutor em ciências sociais pela USP e
livre--docente pela Unicamp. Ao longo de sua vida lecionou em 12 universidades
do Brasil e da Europa e desde 1963 trabalhou como educador popular.
É autor de vários livros
nas áreas de antropologia social, educação, questões ambientais e literatura.
Dedicou-se ativamente ao ambientalismo e à educação ambiental. Realizou estudos
de pós-doutorado em antropologia junto à Universidade de Perúgia e à Universidade
de Santiago de Compostela. Foi professor emérito da Universidade Federal de
Uberlândia e da Unicamp.
24 de agosto de 2023
Agosto: cultura popular
O Bacamarteiros da Paz é grupo criado em 2006
onde trazia o nome de Bacamarteiros Beato José Lourenço, nascido dentro da
União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus em Juazeiro do Norte, comandado pelo
Mestre Nena.
O grupo reconta o legado do cangaço de Lampião
por meio das cantorias e transforma arma em arte. A espingarda do bacamarte,
utilizada no movimento entre o final do século XIX e começo do XX, hoje integra
as manifestações culturais dos 18 membros do grupo. "Nós pegamos um pouco
do cangaço, um pouco do bacamarte e mantemos a brincadeira".
A ROMARIA é uma viagem a lugares santos
e de devoção, empreendida por aqueles que desejam pagar promessas, rogar por
graças ou revelar sua gratidão pelos desejos realizados. As pessoas normalmente
se agrupam para realizar esta jornada e seguem a pé ou em veículos diferentes.
Este elemento cultural foi importado de Portugal.
O objetivo destas travessias é conquistar a influência e as benesses
específicas que só Deus pode, em troca, conceder aos seus fiéis. Praticamente
todas as instituições religiosas contam com a romaria como ingrediente especial
de seus rituais.
O Fandango é
o conjunto de várias danças de natureza popular. Originalmente o Fandango se trata de uma dança espanhola.
A coreografia tradicional mantém os bailados e sapateados, e
a dança segue através de improvisos dos dançarinos. As músicas são sempre
acompanhadas por poesia cantada e duas violas, sanfonas, rabeca e maxixe. Todos
vestem roupas típicas gaúchas e os homens sapateiam sem cessar, os casais giram
em torno de si e não podem encostar um nos outros.
O ex-voto é a designação erudita latina de
ex-voto suscepto (“o voto realizado”), onde podem ser enquadrados
nossos milagres e promessas.
São oferendas feitas aos santos de particular
devoção ou especialmente indicados por alguém que obteve uma graça ou milagre
implorados, como um testemunho público de gratidão.
As motivações do presente votivo são muitas:
cura de doenças, recuperação em virtude de sofrimentos amorosos, acidentes e
dificuldades financeiras. O voto feito aos santos, por sua vez, também adquire
formas muito diversas: placa, maquete ou pintura descrevendo os motivos da
promessa, ou pequenas réplicas (de barro, madeira ou cera) das partes do corpo
afetadas por moléstias (perna, cabeça, mão, coração etc.), chamadas por
alguns de “ex-votos anatômicos”. Designam-se “ex-votos marinhos” aqueles
em forma de barcos, realizados em regiões litorâneas. Colocados em locais
públicos – capelas ou sala de milagres -, os painéis ou presentes votivos
trazem frequentemente a inscrição “ex-voto” ou “milagre feito”.
Trançado que consiste na técnica artesanal de entrançamento
de matéria-prima vegetal previamente preparada, em geral para a confecção de cestas.
A cestaria começou a ser usada como utensílio doméstico. Sua
origem se confunde com os períodos mais arcaicos da civilização. A técnica foi
enormemente utilizada pelos índios na fabricação de cestos para transportar objetos ou
armazenar alimentos.
A arte de trançar fibras
ganhou lugar de destaque e status de peça de design! Muitos projetos
arquitetônicos levam em conta o produto artesanal como diferencial e a cestaria
aparece em peças como suportes, cadeiras, redes, vasos etc.
O jogo de Amarelinha é
uma atividade muito divertida que todos podem brincar. Trata-se de um jogo que
ajuda as crianças a aprender a escrever os números e desperta suas habilidades
como contar, raciocinar, e melhora seu equilíbrio.
Acredita-se que amarelinha
teria sido inventada pelos romanos, já que gravuras mostram crianças brincando
de amarelinha nos pavilhões de mármore nas vias da Roma antiga. Na época, o
percurso carregava o simbolismo da passagem do homem pela vida. Por isso, em
uma das pontas se escrevia céu e, na outra, inferno.
A colcha de retalhos é parte da tradição de costura e
artesanato de muitas culturas. A prática de juntar pedaços de tecidos servia a
muitos propósitos incluindo a reutilização de tecidos antigos e criação de
decorativos. Podem ser costuradas a mão os a máquina.
Cada pedacinho de pano ali costurado tinha uma história,
sempre relembradas e contadas pelas tias e avós da família, enquanto botavam as
crianças para dormir. Um pequeno retângulo foi o tiquinho que sobrou de uma
fazenda que quase não deu pra fazer o vestido da sobrinha fulaninha; outro era
uma tirinha que sobrou da camisa de caipira feita para o afilhado, filho da
vizinha, que hoje já é médico; outro pedacinho lembrava uma antiga saia
comprida da bisa ou um avental da vovó ou da mamãe. Outro foi um pedaço do
vestido de uma boneca da neta mais velha. E assim ficavam gravadas na colcha
aquelas histórias, pequenas lembranças que iam se dissipando com o passar do
tempo enquanto as crianças cresciam e até já sabiam todas de cor. Outras
crianças nasciam e já nem se interessavam por elas, enquanto os mais velhos
partiam levando consigo as lembranças de cada história escrita nos pedacinhos
de pano daquela colcha de retalhos, feita por uma avó ou por uma tia já
falecida.
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