14 de fevereiro de 2024

Grupo de Estudo - Biografias de mulheres artistas - Rejane Cantoni

 


No dia 6 de fevereiro o professore e mestre Osvaldo Araujo nos apresentou o artista Rejane Cantoni e sua obra. 

 

Dados sobre a artista:

Rejane Caetano Augusto Cantoni (São Paulo, São Paulo, 1959). Artista e pesquisadora de sistemas de informação. Rejane explora a computação e a interação entre homens e máquinas para discutir diferentes percepções sobre o espaço. Em seus trabalhos, o público deixa de ser apenas um espectador para se tornar agente de construção e modificação da sua obra.

Gradua-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) em 1982. No fim da década de 1980, inicia sua pesquisa artística sobre arte e tecnologia, realizando trabalhos em vídeo e teletransmissão digital. Em 1996, conclui mestrado em estudos superiores de sistemas de informação, na Universidade de Genebra, Suíça, investigando a obra do pintor, escultor, designer e coreógrafo alemão Oskar Schlemmer (1888-1943).

No fim dos anos 1990 e início de 2000, a pesquisa volta-se para sistemas de realidade virtual, e Rejane atua em parceria com artistas e pesquisadores, como Daniela Kutschat (1964) e Raquel Kogan (1955). Em 2001, finaliza doutorado em comunicação e semiótica pela mesma instituição, com pesquisas sobre computação gráfica e sistemas de realidade virtual.

Os projetos de que Rejane Cantoni faz parte desenvolvem ferramentas poéticas de experimentação multissensorial. Baseiam-se em plataformas de realidade virtual que exploram a interação homem-máquina, investigando diferentes conceitos de espaço resultantes desse encontro. Um de seus primeiros e mais longevos projetos nesse sentido é OP_ERA, realizado em parceria com Daniela Kutschat. O projeto, iniciado em 1999, compreende pesquisa e desenvolvimento de protótipos científicos e artísticos de espaço, por meio das quais homem e máquina estão conectados, e de formas alternativas de percepção e cognição espacial, por meio da experimentação multissensorial de modelos conceituais de espaço. Assim, não se trata apenas da realização material de uma obra em uma exposição. 

(Itaú Cultural – enciclopédia)

 

31 de janeiro de 2024

Primeiro encontro do grupo de Estudo 2024



O primeiro encontro do grupo de estudo no formato virtual acontecerá no dia 6 de fevereiro, terça feira as 20 horas. Neste dia vamos iniciar o estudo sobre Mulheres Artistas - sua biografia e obras. 

Tem intresse em participar? O encontro é gratuito.
 

8 de janeiro de 2024

RETOMADA DO GRUPO DE ESTUDO EM ARTE - 2024

 


A proposta de estudo para 2024
é o estudo de biografias de artistas (mulheres) do sec XX
Os encontros continuam no formato virtual
uma vez por mês
as terças feiras as 20 horas

2 de janeiro de 2024

11 de novembro de 2023

Dandô em Uberaba

 Dandô” – Circuito de Música Dércio Marques - Reúne músicos de lugares diferentes do Brasil, e que de forma coletiva e colaborativa promove encontros, trocas e reflexões acerca da música. 

A partir de 2023 o Dandô é também um circuito de artes e saberes.

No dia 9 de novembro de 2023 participei com uma experiencia de pintura ao vivo no show musical de Katya Teixeira, recebida pelo músico Marcelo Taynara.

Foi uma experiencia única!

Viva o Dandô!

Dércio Marques presente!












 

4 de setembro de 2023

Agosto: cultura popular

 

As culturas locais não vão desaparecer com a globalização do mercado cultural, porque também é do interesse econômico dos grandes grupos de comunicação, do turismo e de promotores de eventos midiáticos a venda de produtos culturais diferenciados. Esse interesse é que faz a espetacularização das manifestações culturais populares no mundo globalizado.


Não se pode negar a existência de uma cultura global que só é global porque não existe uniformidade cultural. A globalização só tem sentido se existir a diversidade e não a homogeneização cultural. É nesse contexto contemporâneo que as culturas populares, estão sendo reinventadas, num jogo de negociação dialético entre o local e o global. A televisão impulsiona essa outra forma do fazer cultural, mas as astúcias, os consentimentos estão nas intenções mediadas, nos desejos, nos processos de negociação dos constituintes das diferentes escalas geográficas e em tempos variados, em qualquer lugar do mundo globalizado




MUNDO DO ESPETÁCULO

Estamos vivendo no mundo em que quase tudo se torna espetáculo.

Vivemos numa sociedade midiatizada onde as culturas populares são atrativos para o exibicionismo televisivo, onde quase todos os acontecimentos da vida cotidiana poderão transformar-se em espetáculos midiáticos, desde um acidente trágico -- mesmo que só envolva pessoas anônimas das quais vai depender a sua proporcionalidade -- a um casamento, ou funeral de celebridades e, sem dúvida alguma, das festas populares.

A sociedade humana no mundo globalizado é inserida nos processos midiáticos. São momentos de grandes celebrações desde as campanhas eleitorais, competições desportivas, concentrações religiosas, ritos de passagem (quando envolvem celebridades) ou acontecimentos que estão fora do ordinário da vida cotidiana e entre esses acontecimentos estão as festas profanas e religiosas. (Texto de Osvaldo Meira Trigueiro)


ESPETACULARIZAÇÃO DA CULTURA

As espetacularizações das culturas populares sempre fizeram e continuarão fazendo parte dos desejos de brincar das classes populares nos espaços públicos das ruas.

Hoje em dia a classe média consome mais os produtos da cultura popular, a exemplo dos artefatos de decoração, nas festas populares, no consumo de produtos naturais e a crescente preferência por restaurantes de comidas regionais.

As empresas que promovem entretenimento e turismo têm suas localizações cada vez mais abstratas, ou seja, são empresas que já não pertencem a um território. Mas, os produtores culturais populares locais continuam enraizados no seu chão, no seu lugar, porém sem perder de vista o mundo de fora, visibilizado pela mídia.


Produtos folkmidiáticos

As manifestações populares (festas, danças, culinária, arte, artesanato, etc) já não pertencem apenas aos seus protagonistas. As culturas tradicionais no mundo globalizado são também do interesse dos grupos midiáticos, de turismo, de entretenimento, das empresas de bebidas, de comidas e de tantas outras organizações socais, culturais e econômicas. Estas transformam-se em produtos culturais folkmidiáticos (apropriação da cultura popular pelas mídias).


Identidade Cultural

Nossa identidade cultural é construída a partir de nossa convivência com o outro. Coisas como nossa linguagem, nossa maneira de agir em uma situação, o que comemos, como nos vestimos e até mesmo como nos vemos, estão diretamente ligadas à nossa formação cultural.


31 de agosto de 2023

Agosto: Cultura Popular

 

Construir uma arte erudita a partir dos elementos tradicionais da cultura nordestina é o maior legado que deixa Ariano Suassuna e seu movimento armorial.

Em meados dos anos 1950, dedica-se ao Direito sem, contudo, abandonar o teatro. É neste momento que escreve o texto mais popular do teatro brasileiro moderno: O Auto da Compadecida.

Ariano Vilar Suassuna foi um intelectual, escritor, filósofo, teórico da arte, dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, artista plástico, professor, advogado e palestrante brasileiro.


Darcy Ribeiro foi um antropólogo, historiador, sociólogo, escritor e político brasileiro, filiado ao Partido Democrático Trabalhista e conhecido por seu foco em relação aos indígenas e à educação no país. Suas ideias de identidade latino-americana influenciaram vários estudiosos latino-americanos posteriores


Alceu Maynard dedicou-se vários anos a pesquisa e a coleta da cultura popular. Produziu mais de uma centena de documentários cinematográficos, materiais que foram exibidos, com regularidade, por mais de uma década, nas emissoras de televisão Tupi e Cultura, da cidade de São Paulo.

Alceu Maynard Araújo nasceu no dia 21 de dezembro de 1913, na cidade de Piracicaba, no interior do estado de São Paulo. Era ainda muito jovem conheceu Mário de Andrade e Nicanor Miranda e assim, com um ideal inovador fundam o Clube de Menores Operários, do Departamento Municipal de Cultura, experiência pioneira no exercício público da cidadania com a assistência não-paternalista aos filhos de operários de São Paulo. Na Escola de Sociologia e Política, Alceu Maynard Araújo iniciou o aprendizado etnográfico e sociológico que o transformaria em um dos mais importantes especialistas em folclore da história das ciências sociais no Brasil, com trabalhos reconhecidos pela comunidade acadêmica internacional.


29 de agosto de 2023

Agosto: Cultura Popular

Professor há quase 40 anos, Antônio Carlos Marques era jornalista, licenciado em Artes Plásticas e Arte Educação, ministrou cursos, palestras e oficinas nas áreas de teatro, folclore, cultura popular e história da Música Popular Brasileira, sendo conhecido no meio cultural de Uberaba, além de ser referência em cultura afro-brasileira. Marques era presidente da Fundação Cultural de Uberaba quando faleceu em junho de 2019. A Fundação Cultural recebe seu nome.


 Luís da Câmara Cascudo foi um historiador, sociólogo, musicólogo, antropólogo, etnógrafo, folclorista, poeta, cronista, professor, advogado e jornalista brasileiro. Passou toda a sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira.

“O melhor do Brasil é o brasileiro” – o autor desta frase foi um escritor que dedicou sua vida e extensa obra a conhecer intimamente o povo de nossa terra, e ajudá-lo a conhecer sua alma: Luís da Câmara Cascudo 

Paginas que registram o folclore (é autor do melhor dicionário do folclore já escrito no Brasil), as lendas, crendices e superstições dos brasileiros, sejam indígenas, negros, mestiços – do povo em geral (ele tinha a ambição de registrar todas elas em livro). Mas sua área de interesse vai muito além, e inclui o estudo do Brasil holandês do século XVII, os falares do povo, uma excelente história da alimentação, com fortes incursões pela influência indígena e africana, um saborosíssimo Prelúdio da Cachaça, vários estudos de história de seu estado, o Rio Grande do Norte 



Carlos R. Brandão era mestre em antropologia social pela UnB, doutor em ciências sociais pela USP e livre--docente pela Unicamp. Ao longo de sua vida lecionou em 12 universidades do Brasil e da Europa e desde 1963 trabalhou como educador popular.

É autor de vários livros nas áreas de antropologia social, educação, questões ambientais e literatura. Dedicou-se ativamente ao ambientalismo e à educação ambiental. Realizou estudos de pós-doutorado em antropologia junto à Universidade de Perúgia e à Universidade de Santiago de Compostela. Foi professor emérito da Universidade Federal de Uberlândia e da Unicamp.

 

24 de agosto de 2023

Agosto: cultura popular

O Bacamarteiros da Paz é grupo criado em 2006 onde trazia o nome de Bacamarteiros Beato José Lourenço, nascido dentro da União dos Artistas da Terra da Mãe de Deus em Juazeiro do Norte, comandado pelo Mestre Nena.

O grupo reconta o legado do cangaço de Lampião por meio das cantorias e transforma arma em arte. A espingarda do bacamarte, utilizada no movimento entre o final do século XIX e começo do XX, hoje integra as manifestações culturais dos 18 membros do grupo. "Nós pegamos um pouco do cangaço, um pouco do bacamarte e mantemos a brincadeira". 


A ROMARIA é uma viagem a lugares santos e de devoção, empreendida por aqueles que desejam pagar promessas, rogar por graças ou revelar sua gratidão pelos desejos realizados. As pessoas normalmente se agrupam para realizar esta jornada e seguem a pé ou em veículos diferentes. 

Este elemento cultural foi importado de Portugal. O objetivo destas travessias é conquistar a influência e as benesses específicas que só Deus pode, em troca, conceder aos seus fiéis. Praticamente todas as instituições religiosas contam com a romaria como ingrediente especial de seus rituais.


Fandango é o conjunto de várias danças de natureza popular. Originalmente o Fandango se trata de uma dança espanhola.

A coreografia tradicional mantém os bailados e sapateados, e a dança segue através de improvisos dos dançarinos. As músicas são sempre acompanhadas por poesia cantada e duas violas, sanfonas, rabeca e maxixe. Todos vestem roupas típicas gaúchas e os homens sapateiam sem cessar, os casais giram em torno de si e não podem encostar um nos outros.


O ex-voto é a designação erudita latina de ex-voto suscepto (“o voto realizado”), onde podem ser enquadrados nossos milagres e promessas.

São oferendas feitas aos santos de particular devoção ou especialmente indicados por alguém que obteve uma graça ou milagre implorados, como um testemunho público de gratidão.

As motivações do presente votivo são muitas: cura de doenças, recuperação em virtude de sofrimentos amorosos, acidentes e dificuldades financeiras. O voto feito aos santos, por sua vez, também adquire formas muito diversas: placa, maquete ou pintura descrevendo os motivos da promessa, ou pequenas réplicas (de barro, madeira ou cera) das partes do corpo afetadas por moléstias (perna, cabeça, mão, coração etc.), chamadas por alguns de “ex-votos anatômicos”. Designam-se “ex-votos marinhos” aqueles em forma de barcos, realizados em regiões litorâneas. Colocados em locais públicos – capelas ou sala de milagres -, os painéis ou presentes votivos trazem frequentemente a inscrição “ex-voto” ou “milagre feito”.


Trançado que consiste na técnica artesanal de entrançamento de matéria-prima vegetal previamente preparada, em geral para a confecção de cestas.

 

A cestaria começou a ser usada como utensílio doméstico. Sua origem se confunde com os períodos mais arcaicos da civilização. A técnica foi enormemente utilizada pelos índios na fabricação de cestos para transportar objetos ou armazenar alimentos.

A arte de trançar fibras ganhou lugar de destaque e status de peça de design! Muitos projetos arquitetônicos levam em conta o produto artesanal como diferencial e a cestaria aparece em peças como suportes, cadeiras, redes, vasos etc.


O jogo de Amarelinha é uma atividade muito divertida que todos podem brincar. Trata-se de um jogo que ajuda as crianças a aprender a escrever os números e desperta suas habilidades como contar, raciocinar, e melhora seu equilíbrio.

Acredita-se que amarelinha teria sido inventada pelos romanos, já que gravuras mostram crianças brincando de amarelinha nos pavilhões de mármore nas vias da Roma antiga. Na época, o percurso carregava o simbolismo da passagem do homem pela vida. Por isso, em uma das pontas se escrevia céu e, na outra, inferno.


A colcha de retalhos é parte da tradição de costura e artesanato de muitas culturas. A prática de juntar pedaços de tecidos servia a muitos propósitos incluindo a reutilização de tecidos antigos e criação de decorativos. Podem ser costuradas a mão os a máquina.

 

Cada pedacinho de pano ali costurado tinha uma história, sempre relembradas e contadas pelas tias e avós da família, enquanto botavam as crianças para dormir. Um pequeno retângulo foi o tiquinho que sobrou de uma fazenda que quase não deu pra fazer o vestido da sobrinha fulaninha; outro era uma tirinha que sobrou da camisa de caipira feita para o afilhado, filho da vizinha, que hoje já é médico; outro pedacinho lembrava uma antiga saia comprida da bisa ou um avental da vovó ou da mamãe. Outro foi um pedaço do vestido de uma boneca da neta mais velha. E assim ficavam gravadas na colcha aquelas histórias, pequenas lembranças que iam se dissipando com o passar do tempo enquanto as crianças cresciam e até já sabiam todas de cor. Outras crianças nasciam e já nem se interessavam por elas, enquanto os mais velhos partiam levando consigo as lembranças de cada história escrita nos pedacinhos de pano daquela colcha de retalhos, feita por uma avó ou por uma tia já falecida.


 

8 de agosto de 2023

Agosto: Cultura Popular

Para celebrar a CULTURA POPULAR, neste mês de agosto estarei fazendo postagens sobre várias manifestações da cultura popular no nosso Brasil.
Viva os saberes do povo!
Musical Passarinha - de Carroça de Mamulengos - Juazeiro do Norte - Cariri - Ceará

Uberaba é a cidade com mais grupos de Foliade Reis em Minas Gerais, com cerca de 106 cadastrados.

Festa de Nossa Senhora do Rosário foi reconhecida como bens imateriais de Uberaba.

O MARACATU reinterpreta a coroação de rainhas e reis africanos. Os primeiros registros da prática são de 1711.

A ciranda é parte da cultura popular brasileira. Está presente na Educação Infantil, na tradição indígena, em manifestações políticas e movimentos sociais.


A Catira é expressão é típica da região sudeste, entretanto, foi se espalhando e ganhando adeptos em outros locais. 

A dança do PAU DE FITA é uma manifestação cultural tradicional que tem origem em algumas regiões do Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Também é conhecida por outros nomes, como "dança das fitas" ou "dança das fitas coloridas".